quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Robert Bresson






"Ria de uma má reputação. Tema uma boa que você não possa sustentar."

God bless our lies


Steven Soderbergh, hoje, na Folha (trechos descontínuos)

Folha: E você acreditou?
Soderbergh: Não, é claro que não. Mas quero que todo mundo minta para mim. Me faz me sentir melhor.
Folha: Vários filmes seus falam sobre mentirosos.
Soderbergh: Para haver paz, tem que haver algum tipo de mentira rolando. Caso contrário, se você falar a verdade sobre tudo, alguém vai te matar.
Folha: Você mente mais hoje ou quando começou, há 20 anos?
Soderbergh: Provavelmente mais agora porque conheço mais gente.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Como sobreviver a domingos


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A física de Philip Roth


Porque não sabemos, não é? Todo mundo sabe... Como é que as coisas acontecem do jeito que acontecem? O que está por trás da anarquia da sequência de eventos, as incertezas, os infortúnios, a incoerência, as irregularidades chocantes que definem os assuntos humanos? Ninguém sabe, professora Roux. "Todo mundo sabe" é a invocação do clichê e o início da banalização da experiência, e a seriedade e o tom de autoridade que as pessoas adotam ao repetir esse clichê é o que é mais insuportável. O que sabemos é que, ao contrário do que diz o clichê, ninguém sabe nada. Não se pode saber nada. As coisas que você sabe, você não sabe. Intenção? Motivo? Consequência? Significado? É surpreendente, quantas coisas desconhecemos. Mais surpreendente ainda é o que passa por conhecimento.

Philip Roth em A Marca Humana.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Laconic way of life


- Por que você está sempre sorrindo?
- Porque essa merda toda é muito engraçada.

Diálogo de Estrada Para Perdição. Filme de Sam Mendes baseado na Graphic Novel de Max Allan Collins. 2002.

domingo, 27 de setembro de 2009

Altamente Recomendável

Com o querido amigo Nelsinho Peres.

Sábados às 19:00h e Domingos às 18:00h.

Teatro Coletivo (antigo Fábrica)

Rua da Consolação, 1623

O ingresso é R$30,00, mas quem tem nome na lista paga só R$10,00.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

19 de Setembro de 2009


E se a gente estivesse num filme dos irmãos Coen, você diria: "One fucking year, baby". Eu passaria uns quatro segundos olhando para o nada disponível sob o sol tórrido e responderia: "Yeah". Isso tudo seria naquela espécie de câmera lenta que eles usam nos diálogos. Então, sem olhar nos meus olhos, você diria: "You know... I love you, baby". Instantes depois eu responderia: "I know... I love you too". E quando você arrancasse do chão um mato seco eu faria, com meus dedos, um rabisco qualquer na areia.


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Ovos fritos

"Se o Clinton tivesse enrabado essa mulher, ela era bem capaz de ficar de bico calado. O Bill Clinton não é esse machão todo que dizem que ele é. Se ele vira a tal estagiária de bruços lá no Salão Oval e enfia no cu dela, nada disso acontecia."

...

"Ela estava falando com todo mundo. Ela faz parte dessa cultura babaca. Do blablablá. Dessa geração que se orgulha de ser superficial. O importante é uma performance sincera. Sincera e vazia, totalmente vazia. Aquela sinceridade que atira para todos os lados. A sinceridade que é pior que a falsidade, e a inocência que é pior que a corrupção. Por trás daquela sinceridade tem uma coisa muito predatória. E por trás de toda aquela conversa fiada. Essa linguagem que todos eles têm- em que eles parecem até acreditar, mesmo -, essa história de falta de 'amor próprio', quando no fundo eles se arrogam todos os direitos. A sem-vergonhice deles eles chamam de amor, e a crueldade eles disfarçam como perda de 'amor próprio'. "

...

"É o cu que gera a lealdade."


Philip Roth em A Marca Humana.

domingo, 13 de setembro de 2009

Dois minutos de gasolina para a meia-noite

O novo livro de contos do "infernal" Ricardo Carlaccio.

A ARTE DE ROUBAR CAVALOS NO PLAYGROUND DE DEUS

Estórias de estradas com trilha sonora de Van Morrison. Ou uma legião de perdedores que se encontram por acaso em um boteco de luzes avermelhadas e jukeboxes que tocam antigos sucessos de Belchior. Sejam eles garotos estradeiros, putas que se apaixonam por um ou outro cliente, boxeadores que perderam tudo - menos a dignidade -, ou velhos que partem para uma última visita à mulher que mais amaram em toda a vida, os personagens de Ricardo Carlaccio parecem cientes dos jogos ardilosos de Deus, mas todos tentam escapar. Seja seguindo de carona para um destino incerto ou apontando o cano do 38 para a própria cabeça, todos tentam escapar de alguma maneira.

Como suas criaturas, o criador (estou falando do escritor, não de Deus) também parece desconfortável no jogo de cartas marcadas que sempre acaba com alguém estirado atrás do balcão ou, o que é pior, sugado pela máquina de moer culhões e transformar cavalos selvagens em dóceis cordeirinhos. Se os personagens destas estórias se refugiam em velhos Mavericks e aceleram cada vez mais o motor, numa epopeia sem rumo e sem volta, é na escrita que Carlaccio encontra seu refúgio. É nesta floresta de signos que ele se embrenha, punhal em punho, para tentar cortar os cordões que prendem as marionetes. Como “aquele cara que começa inocente e vai mostrando o canivete, depois o punhal e, por fim, uma metralhadora.”

Dando de ombros às regras, às trapaças e ao olhar vigilante do dono da banca, Ricardo Carlaccio roubou a coroa do Rei de Copas, passou a mão na bunda da Rainha de Paus e levou a risca o conselho de Raul Seixas: “antes de ler o livro que o guru lhe deu, você tem que escrever o seu”. Ele já escreveu vários. E tudo indica que vai continuar escrevendo. É assim que leva seus fantasmas para um longo passeio. Nos infernos, nos inferninhos, onde os mensageiros celestiais costumam perder suas almas nas noites de sexta-feira.

Ademir Assunção



Mais informações aqui.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Para los bajos


E aqui no alto, não há celular que funcione.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Cherokee

- O problema é que eu acho que construí toda minha vida em cima de um cemitério indígena.
- Você anda vendo filmes demais.
- Provavelmente.

Ciclo



Aureliano pensava que a maturidade vinha com a idade. Casou-se com Dulcinéia, teve três filhos e venceu 687 campeonatos de ioiô fosforescente.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

La fiesta

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Troféu HQMIX - Prontuário 666 ganha melhor roteiro

Eu, Mojica e Samuel Casal no lançamento de Prontuário 666

O troféu HQMIX é considerado o “Oscar” dos quadrinhos e humor gráfico e reconhecido internacionalmente como o melhor prêmio da América Latina.
Foram escolhidos os melhores lançamentos e eventos de 2008 por cerca de 2.000 profissionais da área. A votação é organizada pela ACB – Associação dos Cartunistas do Brasil e do IMAG- Instituto Memorial das Artes Gráficas do Brasil.
O HQMIX foi criado em 1989 no programas “TV MIX” na TV Gazeta de São Paulo pelos cartunistas JAL e Gualberto Costa.

E lá estamos, eu e o Samuel (linkado ao lado), no meio da lista de premiados:

Roteirista Nacional
- Adriana Brunstein e Samuel Casal


Pelo roteiro do álbum Prontuário 666 - Os anos de cárcere de Zé do Caixão. Editora Conrad.


Serviço:
21º TROFÉU HQMIX
Os melhores de 2008

Data – 21 de agosto de 2009
Horário – 20h00
Local: Rua Clélia, 93 – Lapa (SP/SP)
Apresentação: Serginho Groisman e Banda
Entrada gratuita (distribuição de convites uma hora antes na portaria – lotação controlada)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Expectorante

Se eu entendesse a correlação de lacraias com tosse, eu tomaria as pílulas chinesas Takabb e pararia de expelir diariamente pedaços do meu pulmão.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Efeito Cabeção

O bom de ter um Kangoo (mais conhecido como Cabeção) é poder jogar lá dentro Paulo de Tharso, Daniel Cavana, Marcelo Mirisola, Jordão (Deus) e Mário Bortolotto e encenar A Comilança de Fellini numa mega-churrascaria (porque hoje em dia tudo é mega) na Marginal Tietê.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Lá fora


Tem dias que você torce para que a humanidade suma, por meios naturais, químicos, culposos ou dolosos, pouco importa. Infelizmente seu gênio da lâmpada está deprimido e se recusa a te atender. Então você incorpora Simão Bacamarte e fica lá, estirada no colchão, assistindo O Lutador no DVD. Um Mickey Rourke totalmente diferente daquele do You can leave your hat on. Nos instantes finais do filme, pouco antes dele, Randy "The Ram" Robinson, entrar na luta final carregando no peito uma ponte de safena, a Pam, personagem da Marisa Tomei, tenta dissuadi-lo. Ele laconicamente responde: "Lá fora podem me machucar muito mais". E você olha pela janela e vê aquela centena de pessoas 16 andares abaixo.
Eu adoro terminar a noite sob um ataque de choro.


segunda-feira, 27 de julho de 2009

Ladeira em carrinhos de supermercado

Hoje tem a leitura de Ladeira em Carrinhos de Supermercado, peça do Sergio Mello, aquele cara que costuma dissecar nossas almas com bisturi e sem morfina. Vai ser no MASP às 19:30, com Nelson Peres e Lavínia Pannunzio.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

A vida desimaginada

terça-feira, 21 de julho de 2009

Um dia começamos a desimaginar

Freeze this moment
A little bit longer
Make each sensation
A little bit stronger

Make each impression
A little bit stronger
Freeze this moment
A little bit longer

The innocence slips away...
The innocence slips away...
Time stand still

Time stand still - Rush