terça-feira, 28 de junho de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
Amanhã, dia 27, eu vou ler uns trecos meus no "Vagabundagem de Segunda", um evento poético-blueseiro (sic) que acontece na Realejo Livros, lá em Santos. E o carro-chefe é aquele carinha, o Chico Buarque. Valeu, Fabio Brum, pelo convite (mas poetisa é foda!).
PS. Em breve crônica completa sobre o evento que foi bacana pacas.
PS. Em breve crônica completa sobre o evento que foi bacana pacas.
sábado, 25 de junho de 2011
"vamos tornar as coisas mais aritméticas". ela tem essa coisa de colar recados indecifráveis na geladeira e arrastar os chinelos enquanto anda. de largar o fio dental mentolado em cima da torneira. "algo não me caiu bem". ela espera que eu diga alguma coisa que ela não vai ouvir. então ela alimenta os peixes e mastiga as beiradas da unha até sangrarem. me pede um band-aid, joga a embalagem vazia pela janela e observa o que ela chama de a cura suicida. os classificados que ela rasga destacam o leilão de uma cobertura duplex com vista para um lago que não existe mais.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Tem gente que acorda de manhã e acredita que a vida é um passeio no parque. Tem gente que faz da vida um comercial de margarina. Tem gente que acha tudo maravilhoso. Mas há aqueles que acordam amarrotados com a cara inchada, olham pro espelho e não conseguem distinguir nada no abismo dos seus olhos. Nunca passou pela minha cabeça que pudesse ser diferente.
Mário Bortolotto
terça-feira, 21 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
Uma meia dúzia de coisas pra te falar, nada de muita relevância ou urgência. Pensando bem, cinco das seis coisas que eu tenho pra te falar são totalmente dispensáveis. Essa que ficou é até bonita, faria você sorrir como faz após o primeiro gole de café expresso. Você continua tomando sem açúcar, me disseram, encostado naquele canto do balcão, se escondendo atrás da estufa de pães de queijo porque aquela senhora sempre te conta a mesma história. A parte que você não gosta é quando ela te pergunta, e você, como está hoje? Você não gosta do jeito que ela fala hoje, parece a boca de um peixe recém fisgado e pra você hoje é impreciso. Como um anzol perdido na lama. Uma das cinco coisas irrelevantes que eu tinha pra te falar é que eu troquei o óleo do carro numa promoção do posto da esquina.
terça-feira, 7 de junho de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
Conheci o Eduardo há uns bons anos atrás e protagonizamos sei lá quantas infindáveis conversas. Ele é sósia do Tarantino e costuma dar aquele sorriso para atendentes do Mc Donald´s só pra ganhar molho extra. É uma mistura de Rubem Fonseca, Salinger, Philip Roth e Nelson Pereira dos Santos, e em respeito a isso eu devo admitir que quando disse a ele que "claro que entendi" Mason & Dixon do Pynchon eu menti. Ele tentou com empenho me ensinar a escrever crônicas mas meus limitados genes não permitiram. O primeiro roteiro de curta que escrevi foi baseado num romance inédito dele. O filme ficou uma bosta, ao contrário do romance e do roteiro, mas o lançamento foi num finado puteiro na Avenida Pompéia e os shows de striptease salvaram o fiasco. Enfim, saiu o livro de contos dele, Tem uma coisa sobre mim que acho justo você saber, pela KindleBookBr e eu tenho mó orgulho de ter um conto inspirado numa daquelas infindáveis conversas nossas. Está disponível na Amazon.com (versão eletrônica) e na Livraria da Travessa (versão em papel). Recomendo, assino embaixo, e até perdôo o fato dele odiar Magnólia.
terça-feira, 24 de maio de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
O velho balançou a cabeça para trás e para a frente. É duro o caminho do transgressor. Deus fez este mundo, mas não o fez bom para todos, não é?
Não parece que pensava muito em mim.
Sei, disse o velho. Mas onde chega o homem com suas ideias. Que mundo já viu de que gostasse mais?
Posso imaginar muito lugar melhor e muita vida melhor.
Consegue fazer existir?
Não.
Não. Um mistério. Um homem sofre para entender sua mente porque sua mente é tudo que ele tem pra entender a mente. Pode entender o coração, mas isso não quer fazer. É o certo. Melhor nem olhar ali dentro. Não é o coração de uma criatura que pende pro caminho que Deus traçou pra ela. A baixeza é encontrada na menor das criaturas, mas quando Deus criou o homem o diabo estava bem ali do lado. Uma criatura capaz de fazer qualquer coisa. Fazer uma máquina. E uma máquina pra fazer uma máquina. E mal que pode se perpetuar sozinho por mil anos, sem ninguém para cuidar dele. Acredita nisso?
Não sei.
Pode acreditar.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
pensei no lugar mais distante daqui ou naquele que para o globo após 33 rotações. ontem falaram no rádio sobre os malefícios ambientais causados por bitucas de cigarro jogadas na calçada. em singapura isso de jogar bitucas de cigarro na calçada rende chibatadas. em utah o café é proibido e uma coleção de esposas compartilha o mesmo teto, como se estivessem prontas para serem eliminadas por pastilhas de inseticida que esquentam em tomadas. na austrália o lou reed lançou um CD de música para cachorros, inaudível para humanos, menos para aquele que alega ser sensitivo e confunde a melodia com apelos de espíritos perdidos. você ri quando eu falo que o acre não existe porque na wikipedia o que dizem sobre ele é cópia dos livros de geografia da quinta série. eu levo exatamente sete minutos para chegar na tua casa.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
uma noite regada a drinks inpirados na dinastia Tudor que acorda com um desaparecido Emmet Ray enquanto você sonha com receitas farmacêuticas para comprar frango à passarinho. um texto de alguém que luta contra o câncer lido assim que a tarde amanhece. eu te digo bom dia e acendo o último cigarro. as letras no jornal seguem um tanto embaralhadas e eu não sei te dizer como tudo acaba, você diz que precisa mandar arrumar os óculos. e quando você sai para comprar um pão de queijo e outro maço de cigarros fica tudo tão vazio que eu me tranquilizo imaginando que toda a ação está momentaneamente em Hollywood e Michael Bay faz Tom Cruise aterrisar na mansão e matar o terrorista. bem na hora da execução eu sorrio com a sua volta no barulho da porta e te digo, ele ainda está vivo. você pensa que eu falo do terrorista mas não.
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