Assim que você reduzir a existência da mosca de banheiro a nada, pegue espuma de shampoo e lance em cima dela de uma distância de aproximadamente cinco centímetros. Imediatamente ela começa a se desintegrar e seus restos mortais descem pelo ralo. Faça uma reverência a William Golding durante o enxague.quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Como matar moscas de banheiro
Assim que você reduzir a existência da mosca de banheiro a nada, pegue espuma de shampoo e lance em cima dela de uma distância de aproximadamente cinco centímetros. Imediatamente ela começa a se desintegrar e seus restos mortais descem pelo ralo. Faça uma reverência a William Golding durante o enxague.sábado, 31 de outubro de 2009
Jorge Luis Borges
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Elias Canetti
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
DFW
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Na cabeceira
"Ali estava, se não a história completa, a imagem completa. É muito raro, neste nosso final de século, a vida nos oferecer uma visão pura e tranquila como esta: um homem solitário sentado num balde, pescando através de um buraco aberto numa camada de gelo com meio metro de espessura, numa lagoa cuja água está constantemente se renovando, no alto de uma montanha bucólica na América."Assim termina "A Marca Humana", de Philip Roth, que gentilmente cede lugar a "Cidades da Planície", de Cormac McCarthy.
"Pararam na entrada e bateram os pés para expulsar a água de chuva das botas e sacudiram os chapéus e secaram o rosto. Na rua a chuva soava com estalo as poças de água fazendo os vermelhos e os verdes berrantes dos letreiros de néon se desgarrarem e fervilharem e a chuva dançava nas capotas de aço dos carros estacionados ao longo do meio-fio da calçada."
É onde estou agora, no que eu chamo de soul western. Este livro encerra a Trilogia da fronteira iniciada com Todos os belos cavalos e A travessia. McCarthy sempre me presenteia com um árido deserto na garganta, mesmo quando tudo está tomado pelo gelo, como no brilhante A estrada, que já virou filme (É Viggo Mortensen!). Que Billy Parham divida os holofotes com Arturo Bandini.
Adiós, vaquero.
sábado, 17 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
God bless our lies

Steven Soderbergh, hoje, na Folha (trechos descontínuos)
Folha: E você acreditou?
Soderbergh: Não, é claro que não. Mas quero que todo mundo minta para mim. Me faz me sentir melhor.
Folha: Vários filmes seus falam sobre mentirosos.
Soderbergh: Para haver paz, tem que haver algum tipo de mentira rolando. Caso contrário, se você falar a verdade sobre tudo, alguém vai te matar.
Folha: Você mente mais hoje ou quando começou, há 20 anos?
Soderbergh: Provavelmente mais agora porque conheço mais gente.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
A física de Philip Roth

Philip Roth em A Marca Humana.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Laconic way of life
domingo, 27 de setembro de 2009
Altamente Recomendável
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
19 de Setembro de 2009

quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Ovos fritos
"Se o Clinton tivesse enrabado essa mulher, ela era bem capaz de ficar de bico calado. O Bill Clinton não é esse machão todo que dizem que ele é. Se ele vira a tal estagiária de bruços lá no Salão Oval e enfia no cu dela, nada disso acontecia."...
"Ela estava falando com todo mundo. Ela faz parte dessa cultura babaca. Do blablablá. Dessa geração que se orgulha de ser superficial. O importante é uma performance sincera. Sincera e vazia, totalmente vazia. Aquela sinceridade que atira para todos os lados. A sinceridade que é pior que a falsidade, e a inocência que é pior que a corrupção. Por trás daquela sinceridade tem uma coisa muito predatória. E por trás de toda aquela conversa fiada. Essa linguagem que todos eles têm- em que eles parecem até acreditar, mesmo -, essa história de falta de 'amor próprio', quando no fundo eles se arrogam todos os direitos. A sem-vergonhice deles eles chamam de amor, e a crueldade eles disfarçam como perda de 'amor próprio'. "
...
"É o cu que gera a lealdade."
Philip Roth em A Marca Humana.
domingo, 13 de setembro de 2009
Dois minutos de gasolina para a meia-noite
A ARTE DE ROUBAR CAVALOS NO PLAYGROUND DE DEUS
Estórias de estradas com trilha sonora de Van Morrison. Ou uma legião de perdedores que se encontram por acaso em um boteco de luzes avermelhadas e jukeboxes que tocam antigos sucessos de Belchior. Sejam eles garotos estradeiros, putas que se apaixonam por um ou outro cliente, boxeadores que perderam tudo - menos a dignidade -, ou velhos que partem para uma última visita à mulher que mais amaram em toda a vida, os personagens de Ricardo Carlaccio parecem cientes dos jogos ardilosos de Deus, mas todos tentam escapar. Seja seguindo de carona para um destino incerto ou apontando o cano do 38 para a própria cabeça, todos tentam escapar de alguma maneira.
Como suas criaturas, o criador (estou falando do escritor, não de Deus) também parece desconfortável no jogo de cartas marcadas que sempre acaba com alguém estirado atrás do balcão ou, o que é pior, sugado pela máquina de moer culhões e transformar cavalos selvagens em dóceis cordeirinhos. Se os personagens destas estórias se refugiam em velhos Mavericks e aceleram cada vez mais o motor, numa epopeia sem rumo e sem volta, é na escrita que Carlaccio encontra seu refúgio. É nesta floresta de signos que ele se embrenha, punhal em punho, para tentar cortar os cordões que prendem as marionetes. Como “aquele cara que começa inocente e vai mostrando o canivete, depois o punhal e, por fim, uma metralhadora.”
Dando de ombros às regras, às trapaças e ao olhar vigilante do dono da banca, Ricardo Carlaccio roubou a coroa do Rei de Copas, passou a mão na bunda da Rainha de Paus e levou a risca o conselho de Raul Seixas: “antes de ler o livro que o guru lhe deu, você tem que escrever o seu”. Ele já escreveu vários. E tudo indica que vai continuar escrevendo. É assim que leva seus fantasmas para um longo passeio. Nos infernos, nos inferninhos, onde os mensageiros celestiais costumam perder suas almas nas noites de sexta-feira.
Ademir Assunção
Mais informações aqui.







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