E fico com essa impressão de que nunca fiz mal a alguém.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Oficina de roteiro para cinema
Biblioteca de São Paulo oferece
oficina de roteiro para cinema
Aulas gratuitas estimulam participantes a criarem situações para curta-metragem.
Os textos produzidos terão leitura dramática feita por atores.
A Biblioteca de São Paulo, espaço cultural do Governo de São Paulo administrado em parceria com a Poiesis - Organização Social de Cultura, promove a Oficina de roteiro cinematográfico nas terças-feiras 10, 17, 24 e 31 de agosto, às 19h. Adriana Brunstein é a responsável pelas atividades, que tem como objetivo fazer com que os alunos desenvolvam um roteiro de curta-metragem a partir de histórias próprias.
Dividida em duas partes, a oficina trabalhará primeiro com exercícios que garantam a fluidez de pensamento, estimulando a criatividade sem se apegar a amarras estéticas ou regras pré-estabelecidas. Com a história pronta, os alunos partirão para a segunda etapa, que é a visualização do filme. Desta vez, serão apresentadas as técnicas de roteiro - storyline, sinopse, escaleta e roteiro pronto – para permitir o conhecimento acerca de cortes de cena e opções de filmagem, entre outras atividades ligadas a concepção cinematográfica. Os roteiros escritos ganharão leitura dramática feita por atores. Análises de filmes clássicos e modernos, assim como indicações de leituras e utilização de programas específicos de confecção de roteiros no formato master scenes completam a programação do evento.
Escritora e roteirista, Adriana Brunstein é a dramaturga responsável pela peça Flores de Asfalto, encenada em 2008, durante o festival Satyrianas, e por roteiros de curtas-metragens como Olhos de Fuligem, apresentado no 13º Cultura Inglesa Festival. No mesmo ano, ganhou o prêmio HQMix de melhor roteirista nacional com o álbum Prontuário 666 – Os anos de cárcere de Zé do Caixão. Adriana também colaborou no roteiro de Encarnação do Demônio, filme de José Mojica Marins.
Escritora e roteirista, Adriana Brunstein é a dramaturga responsável pela peça Flores de Asfalto, encenada em 2008, durante o festival Satyrianas, e por roteiros de curtas-metragens como Olhos de Fuligem, apresentado no 13º Cultura Inglesa Festival. No mesmo ano, ganhou o prêmio HQMix de melhor roteirista nacional com o álbum Prontuário 666 – Os anos de cárcere de Zé do Caixão. Adriana também colaborou no roteiro de Encarnação do Demônio, filme de José Mojica Marins.
As edições do evento são gratuitas. Vale lembrar que a entrada na BSP é feita mediante apresentação das carteirinhas de visitante ou usuário, que podem ser solicitadas na recepção.
Serviço
Inscrições na recepção da Biblioteca de São Paulo a partir de 31 de julho. Podem ser feitas inclusive no dia 10, antes do início do curso.
Oficina de roteiro cinematográfico
Dias 10, 17, 24 e 31 de agosto, às 19h
Biblioteca de São Paulo
Parque da Juventude
Av. Cruzeiro do Sul, 2630 – Santana – São Paulo (SP)
Tel.: (11) 2089-0800
Site: www.bibliotecadesaopaulo.org.br
Blog: www.bibliotecadesaopaulo.blogspot.com
Twitter: www.twitter.com/spbiblioteca
quarta-feira, 21 de julho de 2010
O cara disse que não ia demorar muito, mas pelo cano alto das botas que ele usava eu desconfiei. Três cafés e meio pão com mortadela. Uma cachaça de 1,50 e um prato de tremoços.-Você paga.
Saquei uma nota de 20 da carteira.
-Então vai ser amanhã?
-Logo cedo.
-E como eu fico sabendo que tudo correu bem?
-A gente sempre sabe quando tudo corre bem.
-Então assim que eu...
-A gente sempre sabe quando tudo corre bem.
Levantei-me e ensaiei um até logo. Ele palitava os dentes. O sol acertou minha nuca em cheio. Era pouco mais de meio dia e eu pensava em que fim levou o Minister.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
E aí as coisas vão rodando em espiral, para a direita ou para esquerda, dependendo de que América você está. Na Central as coisas devem descer em uma sem graça linha reta. Por alguns poucos reais você compra um protetor de ralo. Aquela redinha metálica que fica encrustada de arroz. Caso um grão de feijão cru seja esquecido no pequeno reservatório-peneira ele brota. Vale observar esse curioso fenômeno caso sua infância não tenha te dado como lição de casa fazer brotar pé de feijão numa bola de algodão. Para tirar essa pechincha do ralo você precisa de unhas ou de uma faquinha. Cuidado no manejamento, senão todo conteúdo pode vasar, pela direita ou pela esquerda, e fluir pelos canos da cidade. Macarrões são extremamente aderentes e, como lagartixas, deixam soltar um pedaço para que o resto se salve. Um triturador de lixo custa em torno de 1000 reais. Você pode pagar em até 5 vezes mas ele jamais te levará à galinha dos ovos de ouro.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Pot Talk

Madrugada.
- Meu, o Mirisola é a única pessoa no mundo que ainda usa o yahoo!
- O que você acha de "com tua lã macia e berne"?
- Berne? O verme?
- Não! É um pano vermelho.
- Sério? Eu pensei em sapinho ou coisa do gênero.
- Era produzido na Irlanda.
- Mas as pessoas vão saber isso?
- Se não souberem pelo menos fica instigada a curiosidade da busca.
- Eu não contaria com isso, ainda penso em brotoejas.
- Tá bom, vai. Deixa eu trabalhar.
- Vamos por no google?
- O que?
- A berne.
- É o berne. Substantivo masculino.
- Tá, então vamos por o berne no google?
- O google é uma merda. Abre o Houaiss online aí.
- Boa! Pronto.
- Como é que você fala Houaiss?
- Eu falo RAUAIS. Mas tem gente que fala ROUAIS. Ou RUAIS.
- Sei lá. Eu não pronuncio o H. Qual a origem desse nome?
- Bom, se ele fez um dicionário de português deve ser portuguesa, né?
- !!!!
- Ah! Coloca ele nele mesmo!
- O quê?
- Coloca Houaiss no Houaiss.
- Tá falando sério?
- Claro. Ele vai dar origem, etimologia, data, aquela coisa toda.
- Se eu colocar você fica quieta?
- Fico.
- Então tá. Coloquei.
A palavra houaiss não foi encontrada. |
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Vida na província
Chegando no museu você vira à esquerda. Segue reto. Passa por patriotas, princesas Isabeis, Marias Loucas e alguns desconhecidos Xavieres. Daí você cai na Cisplatina. Tá quase chegando. Quando chove fica tudo cheio de poça. De madrugada fica tudo vazio e os únicos sons vêm dos rojões de Heliópolis. É cheio de casinhas e algumas portas ficam entreabertas para que alienígenas como eu sejam observados. Tem uma comidinha boa na esquina e o pôr-do-sol é bacana.-Você é moradora nova?
-Não, estou na casa do meu pai.
-Ah, aquele senhor do 163?
-Não, não. Ele é do 182.
-Que bom. Você soube que a porta da garagem caiu na cabeça dele?
-Do meu pai?
-Não. Do Seu Assad do 163. Levou quinze pontos.
A porta da garagem só fica aberta por 13 segundos e não tem sensor. O Seu Assad não deveria tentar memorizar o hino nacional debaixo dela.
terça-feira, 30 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010

Sempre que eu estou longe do meu celular eu acho que ele está tocando. Aí eu saio correndo. Mas ele não tocou. Ele nunca toca. É que a obra aqui na frente faz muito barulho, tem uma sirene pro almoço. Eu sempre acho que você vai ligar enquanto aqueles caras abrem suas marmitas amassadas e chamam de mistura o que vem ao lado do arroz com feijão. Eu mudei o toque do celular, porque o que estava antes não dava pra ouvir do chuveiro. Vai ver era porque não tocava mesmo. Eu nunca entendo direito as coisas e achei que você ia ligar pra me explicar pelo menos porque... A chuva está forte hoje, e dizem que isso atrapalha o sinal. Algumas pessoas foram soterradas num bairro distante. E se você ligasse, elas também não ouviriam. Uma delas nunca acreditou que o homem pisou na lua. Jurava que foi armação do Nicho. Era assim que ela chamava o Nixon. Nicho. Como aquele seu apelido que eu nunca acertei.
sexta-feira, 12 de março de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Olimpíadas de inverno de Vancouver
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Conversa com a impressora - parte II
- E aí, gostou do cartucho novo?
- É, gostei.
- Então faz o seguinte, imprima da página 78 à página 1, ou seja, imprima o arquivo na ordem inversa.
- Ok.
Brrrrrrrrrrrrrrrrr.Chuimmmmmmmmmmmmm. Spofffffffffffffffffft.
- Pronto.
- Já?
- Eu sou bem rápida.
- Cadê o meio?
- Que meio?
- Tem da página 1 à 5 e da 73 à 78. E o resto?
- Deve estar aí no meio.
- Não, não está.
- Tem certeza?
- Absoluta.
- Que estranho... Dá o comando para eu imprimir o resto então.
- Pronto.
Brrrrrrrrrrrrrrrrr.Chuimmmmmmmmmmmmm. Spofffffffffffffffffft.
- Ainda tá faltando coisa no meio.
- Não acredito.
- Muito menos eu.
- Olha, eu devo ter problemas com a ordem inversa, você pode desmarcar essa opção?
- Tá, eu desmarco. Pronto. Agora vai.
Brrrrrrrrrrrrrrrrr.Chuimmmmmmmmmmmmm. Spofffffffffffffffffft.
Glunk.
- O que foi agora?
- Acabou o papel... Que chuva, né?
- É, gostei.
- Então faz o seguinte, imprima da página 78 à página 1, ou seja, imprima o arquivo na ordem inversa.
- Ok.
Brrrrrrrrrrrrrrrrr.Chuimmmmmmmmmmmmm. Spofffffffffffffffffft.
- Pronto.
- Já?
- Eu sou bem rápida.
- Cadê o meio?
- Que meio?
- Tem da página 1 à 5 e da 73 à 78. E o resto?
- Deve estar aí no meio.
- Não, não está.
- Tem certeza?
- Absoluta.
- Que estranho... Dá o comando para eu imprimir o resto então.
- Pronto.
Brrrrrrrrrrrrrrrrr.Chuimmmmmmmmmmmmm. Spofffffffffffffffffft.
- Ainda tá faltando coisa no meio.
- Não acredito.
- Muito menos eu.
- Olha, eu devo ter problemas com a ordem inversa, você pode desmarcar essa opção?
- Tá, eu desmarco. Pronto. Agora vai.
Brrrrrrrrrrrrrrrrr.Chuimmmmmmmmmmmmm. Spofffffffffffffffffft.
Glunk.
- O que foi agora?
- Acabou o papel... Que chuva, né?
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
2010

E aí começa o ano e você amarga horas nas ruas encharcadas. Você espera ansiosamente que aquele site libere mais um jogo porque você está cansada demais para dormir. Sua lamparina de leitura está na casa do Mário e você rouba o abajur da sua mãe. É luz demais e você não acha o primeiro romance de Chuck Palahniuk tão bom quanto os outros. O Boris Casoy não gosta de garis.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Memórias da sauna finlandesa
Desde a época que eu tinha medo do Mirisola ele já tinha espaço reservado na minha estante. E confesso que lambi um azulejo. Taí o novo livro dele, já à venda no site da Editora 34.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Mário Bortolotto


Amanhã, quinta-feira, estaremos lá no Café Aurora, a partir das 23:00, para torcer ainda mais pelo Mário e ajudar sua família com um show com Saco de Ratos, Fábrica de Animais, Velhas Virgens, e participações do Márcio Américo, do Pinduca, do Marcelo Montenegro, do Paulo de Tharso. Todos os dias temos ido ao hospital. Somos muitos. Muitos amigos, admiradores, e esse bando de loucos está fazendo de tudo, o tempo todo. E eu pude conhecer cada um deles melhor e perceber as pessoas incríveis que são. E como o Mário faz parte desse mundo particular que cada um carrega. Todos os dias.
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