Alguém devia parar esse calor porque os ventiladores estão esgotados.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Conversa com a impressora - parte II
- É, gostei.
- Então faz o seguinte, imprima da página 78 à página 1, ou seja, imprima o arquivo na ordem inversa.
- Ok.
Brrrrrrrrrrrrrrrrr.Chuimmmmmmmmmmmmm. Spofffffffffffffffffft.
- Pronto.
- Já?
- Eu sou bem rápida.
- Cadê o meio?
- Que meio?
- Tem da página 1 à 5 e da 73 à 78. E o resto?
- Deve estar aí no meio.
- Não, não está.
- Tem certeza?
- Absoluta.
- Que estranho... Dá o comando para eu imprimir o resto então.
- Pronto.
Brrrrrrrrrrrrrrrrr.Chuimmmmmmmmmmmmm. Spofffffffffffffffffft.
- Ainda tá faltando coisa no meio.
- Não acredito.
- Muito menos eu.
- Olha, eu devo ter problemas com a ordem inversa, você pode desmarcar essa opção?
- Tá, eu desmarco. Pronto. Agora vai.
Brrrrrrrrrrrrrrrrr.Chuimmmmmmmmmmmmm. Spofffffffffffffffffft.
Glunk.
- O que foi agora?
- Acabou o papel... Que chuva, né?
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
2010

E aí começa o ano e você amarga horas nas ruas encharcadas. Você espera ansiosamente que aquele site libere mais um jogo porque você está cansada demais para dormir. Sua lamparina de leitura está na casa do Mário e você rouba o abajur da sua mãe. É luz demais e você não acha o primeiro romance de Chuck Palahniuk tão bom quanto os outros. O Boris Casoy não gosta de garis.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Memórias da sauna finlandesa
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Mário Bortolotto


Amanhã, quinta-feira, estaremos lá no Café Aurora, a partir das 23:00, para torcer ainda mais pelo Mário e ajudar sua família com um show com Saco de Ratos, Fábrica de Animais, Velhas Virgens, e participações do Márcio Américo, do Pinduca, do Marcelo Montenegro, do Paulo de Tharso. Todos os dias temos ido ao hospital. Somos muitos. Muitos amigos, admiradores, e esse bando de loucos está fazendo de tudo, o tempo todo. E eu pude conhecer cada um deles melhor e perceber as pessoas incríveis que são. E como o Mário faz parte desse mundo particular que cada um carrega. Todos os dias.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Para Ademir Assunção

A arte de flambar rabinos
Deixa-me permear
Pelo impermeável em ti
A pele já não descasca
Trespassa
Na esperança de osmosear
Com o poeta que eu nunca li
Nessa prisão de lucidez
Tento arrancar minha tez
Mas meus poros dilacerados
Clamam por ti logo, de vez
Ah, Ademir, não vês?
(inspirado na espectadora deslumbrada do Zona Branca)
Valeu o domingo, Pinduca!
O gênio e o biólogo

O biólogo encontrou uma lâmpada mágica. Vou dissecar, pensou. Estudou sua anatomia. É fêmea, apurou. E ansioso, a esfregou. Por entre a fumaça apareceu o gênio. Era macho. Ora, ora, não é que Darwin errou?
- O senhor tem direito a três pedidos.
O biólogo, espantado, tentou fazer um três com a mão, mas o dedão não alcançava o mindinho. Merda!
- Eu não tenho o dia inteiro.
- Dá pra ter um pouco de paciência?
- Tudo bem, mas esse foi seu primeiro pedido.
- Como assim?
- Seu primeiro pedido foi para que eu tivesse um pouco mais de paciência.
- Mas que palhaçada é essa? Fala sério.
- Seu segundo pedido. Estou falando sério. Você só tem mais um.
O biólogo, furioso, bufou, jogou a jaqueta para trás, andou em círculos, fumou três cigarros e teve a grande sacada.
- Eureca! Dividirei meu pedido único
O gênio, já sem saco, materializou uma garrafa de Salentein tríplice e desapareceu. O biólogo serviu o vinho numa taça, o fez bailar no copo, inspirou o aroma e saboreou o primeiro gole.
- Ah... Malbec! Meu predileto.
O biólogo jamais conseguiu o emprego na vinícola.
Para Daniel Cavana.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Como matar moscas de banheiro
Assim que você reduzir a existência da mosca de banheiro a nada, pegue espuma de shampoo e lance em cima dela de uma distância de aproximadamente cinco centímetros. Imediatamente ela começa a se desintegrar e seus restos mortais descem pelo ralo. Faça uma reverência a William Golding durante o enxague.sábado, 31 de outubro de 2009
Jorge Luis Borges
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Elias Canetti
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
DFW
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Na cabeceira
"Ali estava, se não a história completa, a imagem completa. É muito raro, neste nosso final de século, a vida nos oferecer uma visão pura e tranquila como esta: um homem solitário sentado num balde, pescando através de um buraco aberto numa camada de gelo com meio metro de espessura, numa lagoa cuja água está constantemente se renovando, no alto de uma montanha bucólica na América."Assim termina "A Marca Humana", de Philip Roth, que gentilmente cede lugar a "Cidades da Planície", de Cormac McCarthy.
"Pararam na entrada e bateram os pés para expulsar a água de chuva das botas e sacudiram os chapéus e secaram o rosto. Na rua a chuva soava com estalo as poças de água fazendo os vermelhos e os verdes berrantes dos letreiros de néon se desgarrarem e fervilharem e a chuva dançava nas capotas de aço dos carros estacionados ao longo do meio-fio da calçada."
É onde estou agora, no que eu chamo de soul western. Este livro encerra a Trilogia da fronteira iniciada com Todos os belos cavalos e A travessia. McCarthy sempre me presenteia com um árido deserto na garganta, mesmo quando tudo está tomado pelo gelo, como no brilhante A estrada, que já virou filme (É Viggo Mortensen!). Que Billy Parham divida os holofotes com Arturo Bandini.
Adiós, vaquero.








